Sábado 04 de dezembro de 2011. ESPECIAL 01 FESTA DA MELANCIA!!
Posso dizer que comecei a programar o maravilhoso final de semana desde sábado retrasado, ganhando o tarro de leite da Dª Ana, comecei o customizado na segunda-feira, lixando e isolando para pintura, trabalhei demais em cima deste tarro, suei litros e até que enfim na quinta-feira terminei o TUTU, pintadinho de verde abacate com detalhes pretos, a mamãe ficou com ciúmes do Tutu, porque todos metiam a mão no tutu, e colocavam a mão no tutu sem pedir pra ninguém, mamãe ficou tão empolgada que vai comprar uma flor para colocar no tutu dela... sim, o nome do meu novo tarrinho de estimação é Tutu!
Iniciamos o Sábado recolhendo as pessoas na cidade, a mini castiçal acabou chegando para me buscar, estava em clima de Kart, toda trabalhada no paetê, com sua micro mini saia de tactel azul marinho, sua blusinha justa e encardidinha q uma vez já foi branca, e um tamanquinho número 25 que ela roubou na calada da madrugada da Ana Luiza (filha da fada Idi). Eu coloquei minha roupa justa e esturricada que uma vez já me serviu e q parece q roubei do meu maninho de 9 anos e cai na farra, claro que com o Tutu juntinho comigo...passamos nas casas, recolhemos a senhora Larissa que estava toda suada, amarela e gosmenta, parecendo um queijo que fica nas prateleiras de madeira dos porões das casas de interior para curtir e secar.
Partimos então até a praça central, mas antes passamos na SKOL comprar cerveja, enchemos o tutu de cerveja, muitas pedras de gelo e tudo mais, chegamos na praça na qual já tínhamos camarote reservado, Bruna com seu salto agulha pisoteando e enterrando o salto na grama começou a dançar funk adoidada descendo subindo, o calor tomava conta, e todos suavam encharcando o asfalto com essas gotículas densas. Toda aquela galera com óculos, cintos e carteiras da revistinha da Hermes, camelô e dos vendedores de rua, que por sinal lucraram e muito neste dia.
De repente, eis que ouvimos que a primeira Bateria ia dar Inicio, mas jamais imaginamos que as nossas mamães seriam as primeiras a andar no Kart, Isolda, Analice , Verinha (que esta aposentada) Monica, Vera PedraHume e Tere Dalmagro ...começa a corrida, todas as gatinhas trajavam seus uniforminhos pós puberil, ou melhor, já beirando a terceira idade. Elas usavam suas calças legging de variadas cores, texturas e tonalidades, e seus sapatinhos extra conforto picadilly, ramarim, azaléia. Verinha a mais ousada usava uma de couro roxa justérrima e humilhava todos os gordinhos que estavam a sua volta, pois como sabemos, ela ostenta um corpinho enxuto invejável. Tere com seu chinelinho Picadilly inseparável esperava ansiosa o início da corrida e sapateava de um lado para outro, Isolda ria descontroladamente de nervosismo, Vera observava onde estava sua filha Angela, e que proezas poderia estar a praticar. Analice a mais estratégica, analisava suas chances de vitória através da geografia do terreno, e por fim, Monica tinha uma tesoura escondida como carta na manga, no caso de ter que furar o pneu do carro de umas das concorrentes.
Todos na expectativa voltados para o início da corrida, surge uma sombra enorme que tapa todo o sol da praça, seria uma nuvem, um eclipse? um vento uivante começa a mover tempestuosamente a folhagem das árvores, e ao longe se observava vindo das montanhas para a competição a rainha Nauana, a patrona da monarquia chegando de carruagem com seu vestido esvoaçante, rubro e longo, todos ficaram paralisados e a prova do Kart acabou por ai, crianças choravam com as bichas mexidas, vomitavam água e se atiram no pés da rainha, um vuco vuco tomou conta da competição, eis que colocam Nauana em seu posto de Rainha, num troninho de madeira de pinheiro reforçado e confeccionado por nono Dórico Dalmagro, seu cedro também de madeira é entregue a ela, sua coroa simbólica de garrafa pet colocada em sua cabeça e tudo volta ao normal. As corridas iniciam novamente, todos da cidade corriam, até que surgindo do além entram Nissana e Andrea, duas ninfetinhas amigas da Mini Castiçal que acabaram entrando na festa, vestidas de modo parecido com sua amiga mini, chegaram chamando atenção de todos, porém encheram o tutu de cerveja e caíram na farra, um calor de torrar o coro e o protetor solar na Banana Jet, até essa hora já estávamos trebados, eis que surge do Além Michel Angelo, tratamos de imediato que ele doaria a janta, e assim não precisaríamos mais gastar nossos últimos troquinhos pra forrar a buchada, o cardápio seria filé de tilápia, e eu com certeza daria um jeito para comer bem mais que os outros, roubando a comida deles.
A bebida rolava solta e todos já estavam bêbados, o tutu estava suadinho de calor, mas ninguém dava folga para ele, todos metiam a mão no tutu. Eis que tardiamente surge meio manca do além Gabriela, que estava em casa cansada e sofrendo, se enturmou e já fez toplez para alegria dos caminhoneiros e pilotos de kart. Toplez iniciado Bruna ainda dançava e pisoteava na grama e a farra rolava livre, baterias de kart corriam soltas e eu bêbado, suado e com o fígado esbanjando gordura, fui anunciar o blog no microfone, parei geral , nada demais até então, começou a anoitecer e eu mal sabia que alguns quilômetros dali, em especial Bairro Santa Maria em Chapecó, Marina Cavalli se arrumava para um evento chiquérrimo ao lado da compositora Gospel Camila, um show se iniciaria mais tarde...
Enquanto isso eu e Michel nos retiramos até a granja da Família Gheller, para recolher os demais ingredientes, minha cara estava amortecida e inchada que nem a cara de um cavalo de tanto beber, deixei o tutu sozinho por uns momentos mas sabia que ele estava confortável com suas irmãs na praça. Voltamos e recolhemos tudo, eis que avisto ao longe um milharal esbanjando espiguinhas amarelas, retirei o máximo de milho que pude, coloquei nos bolsos, dentro da camisa e até na cueca, afinal eu precisava garantir o almoço de pelo menos um dia né, e sem gastar nada o que é melhor. Enquanto o Sr Michel Ângelo dirigia, coloquei meu corpitcho rotundo e esférico para fora do carro e realizei a colheita ilícita dos milhos, que depois Bruna ocupou muuuito bem.
Voltando ao centro da cidade, nos dirigimos a mansão da Srt. Nyde , todos já estavam nus e dançando na boquinha da garrafa, fazendo festa na piscina estavam presentes Nyde, Larissa, Gabriela, Bruna, Andrea, Nissana, Michel.. alguns passaram mas não entraram na farra, fiz streap tease e diverti as gatinhas mostrando meu amendoinzinho albino e meus pelos corporais crespos e oxigenados, bebi e dancei de pé no chão, meu pé chato e craquento encheu de brotoejas e meu joanete amanheceu inflamado. Claro que minha dança de acasalamento foi na companhia da srt Bruna né, que estava igual ao quando de Sandro Boticelli “O nascimento da Vênus”, nua e louca, cobrindo suas partes intimas somente com sua peruca de primo Itchi (família Adams), bebemos toda a cerveja do tutu, e a festinha foi amornando, a Bruna descascou todo o milho verde, fizemos algumas posições do Kamasutra com os milhos verdes mas isso não passou de assanhamento, enfim rumamos cada um para sua casinha, nesta hora nem imaginávamos mas Marina Cavalli já estava na Fila de Atendimento do Hospital Regional do Oeste...
Pois é, como dito no início, Marina e Camila ungida se preparavam para um evento chique, Marina vestiu-se no pano com sua sandália verde pistache da Dumond, seu brinco de pedras de quartzo cor conhaque, sua saia de devore estampada e seu sinto azul roial, emprestado da irmã é claro ( que adquiriu na Pernambucanas) . Ela partiu feliz e saltitante, como uma criança ranhenta correndo atrás do papai Noel. para a festa de aniversário, onde comeria de graça todos os docinhos ( Bolacha de Glacê, rapadurinha de leite, teta de nega e bolo marta rocha , comprado no Brazão) que conseguisse deglutir, mas no decorrer da festa começou a sentir calafrios de febre de 39 graus e currupius intestinais que ela relutava em aceitar,porém, a uma certa altura já com a boca roxa e com uma baietinha de criança nas costas para espantar o frio, rendeu-se humilhada e partiu para o hospital com as pernas bambas e as coluna entrevada. Chegando lá, deparou-se com pessoas quebradas, desmaiadas, escarrando e vomitando em tudo,Marina que antes se imaginava Tereza Cristina, agora não passava de Maria do Bairro, sentou- se na fila para esperar atendimento e chorou, pessoas a observavam espantadas, talvez devido a seu traje inapropriado para a ocasião, ou pelo fato de sua sombra de olho ir escorrendo deixando-a com aparência de Kung Fu Panda. Esperou , esperou até que foi atendida, levou uma injeção no rabo e um soro na veia, foi andando como uma barata tonta até a sala de observação, deitou numa poltrona de courino marrom, pendurou seu sorinho e já suada pelo efeito da febre começava a ver duendes. Tudo isso acompanhada de seu namorado Pér, que por trabalhar no regional, conseguiu agilizar as coisas. Deitada lá, olhava para seu pé roxo de frio e aguardava ansiosa pode ir para casa, terminado o sorinho saltou e vazou pelo corredor, mas o médico havia saído, sem mais delongas tirou o soro do braço e partiu em disparada porta a fora, estava medicada e feliz, e pronta para o dia seguinte poder comer o que perdeu na noite anterior: costelão e canjiquinha na casa do papai!
E tem Mais... Hoje a Noite Sai o Post do Domingo
Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-autora: Marina Cavalli
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