quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Parte O2 Kart Especial Festa da Melancia / Metendo a Mão no TUTU!

                            Depois de acordar meio bêbado com a boca a sola de chinelo molhada, mamãe me esperava com um almoço espetacular: salmão ao molho de frutas vermelhas acompanhado com Gratin de Batata, e de sobremesa um creme brullê. Mentira: minha mãe não sabe nem pronunciar esse nomes quem dirá cozinhar, ela preparou para mim um feijão requentado bem reforçado e uma polenta bem molinha feita na panela de ferro que era minha de estimação quando criança, onde eu dormia e fazia tudo mais  dentro, e que foi levada pela enxurrada, mas voltou para meus braços na última enchente em Caxambu, a água levou, a água a trouxe de volta.
              Almoço feito, comi até não poder mais, derrubei feijão por toda minha camiseta que virou um cardápio, me limpei na cortina da sala e escondi um pratinho de feijão para o lanche da tarde atrás do sofá, tinha petolas de polenta grudadas no meu cabelo e até no meu nariz, enfiei um garfo no braço do Estevan porque ele tentou me tomar a ultima colherada de polenta do tachinho, a mãe não conseguiu comer nada, porque não sobrou, talvez por isso ela seja tão magrinha...sobras atirada aos cães, fui ao banho de espuma com sais e incensos , para tirar o mau olhado. Banho esse de chuveiro zagonel na verdade, dentro de um box 2x2 ressecado pelo tempo, encardido e cheio de limbo nas bordas.
             Eis que saindo do banho com sabão de soda, um telefonema a cobrar, era a Mini Castiçal que já estava quase pronta, com Nissana e Andrea já prontas , porém a demora foi maior que o esperado, por que a Isolda não conseguiu pentear a juba indomável da Bruna, demora entediante eis que surge com seu mini QQ  lotado , era Andressa e Isma que estavam se assanhando no banco de trás, se passando as mãos e se lambendo as orelhas. Larissa chorava, pois estava apavorada em ver as coisas promíscuas assim a olhos nus, entrei no carro e fiz de conta que não vi e que não senti o cheiro de relação. Partimos até a casa da Srta. Larissa e reunimos o pessoal para sair.
            Eis que sem mais delongas surge esplendorosa a sílfide Idiane, trajava um vestidinho de malha justérrimo em rosa neon, que deixava transbordar seus seios cheios e provocantes, para incrementar o look calçava seu tamaquinho púrpura de acrílico com salto verde oliva e detalhes de estrelas entalhadas na lateral, também vinha com um brinco de serpente dourada, para atiçar mais ainda o desejo e o cio dos homens. Bruna e suas mig@s chegaram tbm, e o tutu já estava entre nós, porém escondidinho e ainda estava seco, direcionamos até a Skol enchemos o tutu e novamente entramos no camarote que situava-se na praça Tirandentes.
                Pessoal reunido mais uma tarde iniciava-se a base de Brahma, Gabinha Estava em POA, a esta hora no estádio pronta para ver o Grenal , é obvio que também  já fazia toplez para a alegria dos marmanjos de plantão.
Voltando a praça central, todo mundo questionava o paradeiro de Nauana, a nossa rainha queen, porém ela ainda não havia chegado e o bafafá era saber como ela apareceria. Ninguém mais acreditava em sua aparição quando a boiadeira verde de seu pai entrou na pista a toda, achávamos de inicio que era para socorrer algum Kart, Mas NÃO era Nelson chegando com um som tunado e um berrante em mãos, para largar sua digníssima rainha...era Nauana Inovando mais uma vez, uma coisa que ninguém percebeu foi que Nauana trouxe ajudantes para segurar a calda enorme de seu vestido,  que nesse momento ainda se arrastava na esquina  do clube, tamanha a sua majestade e seu comprimento.  Seus ajudantes eram elas as Malgas: Gabriela ,Rafaela, acompanhadas de Ana da Nina, Tia Loira,Tia Maria,Tio Lindo, e Nelci mãe da Nauana. Todos a acompanhar e entrada triufante de Nauana, que após tal espetáculo já podia sentar-se no troninho esculpido e serrilhado por nono Dórico.
É Lógico que todos pararam para ver a entrada de Nauana, mas uma coisa era certa: o Kart Tinha que continuar, e lá vamos nós, creio que 70% do pessoal da cidade acabou torrando algum troquinho na festa, e uma coisa era certa, o TUTU tava suadinho e todos metiam a mão no TUTU, Bruna já estava emaranhada na grama, Larissa Dançava até o chão com a Nissana, Andrea era a única comportada. Eis então que surge do nada, com sua BIZ rebaixada e com rodas cromadas, portando um maço de Hits Longo na mão: Nyde, que cheegava no KART, deixando a BIZ estacionada na frente do Posto de Saúde.  Idi estava em transe e não Largava a Brahma da mão, tirou o tamanco, atirou ele com agressividade da cabeça de um pobre pedestre que passava despercebido e ficou de pé no chão sentada na grama, cabisbaixa e entorpecida ao lado do tutu, todos pegavam no tutu e a tarde foi passando.
Lá pelas tantas, Larissa Elsa Bedin reúne o pessoal para correr de KART, detalhe: o bendito fruto(eu) entra na jogada e corre também, antes disso, falei no microfone divulgando o blog novamente, e patrocinando a corrida das meninas, porém eu fui na frente. Gente, nunca passei tanta vergonha na vida, primeiramente tivemos que alargar o banco pq meu traseiro albino e esférico não entrou de primeira. Sabe qual Kart saiu primeiro? O meu é claro: bati na segunda curva, e na terceira, e na quarta, enfim em todas, mas para mim foi mágico eu estava me sentindo o Mario no Mario Kart, foi um sonho realizado e eu me senti quase em orgasmo. Depois da corrida me informaram que a pessoa que menos correu no Kart fui eu, mas pra quem estava bêbado e não sabia (e nem sabe) dirigir me sai muito bem.
  Enfim, a tarde foi passando e a bebedeira sem rumo também, de repente percebo que entram na rodinha Dilvete Marangoni e Camila, que também ficaram ao lado do tutu até enjoar, do nada Nissana surge com um pão com MORTANDELA na mão, é serio, roendo esvorotada  e escondida de todos para não repartir. De tanta fome que eu tava, me fingi de abobado e me escorei no obro dela, quando ela se descuidou passei a mão no sanduíche e corri feito uma gazela pela pista de Kart, cai e esfolei o cotovelo e os joelhos mas não larguei o osso, ajuntei aquele pão empoeirado e preto de fuligem e meti goela abaixo sem pestanejar. Fiz anciã e gumitei “acrocado”na grama da praça, jogamos água e terra por cima para não juntar moscas e bichos de varejeira, mas claro que isso foi estratégia minha para no calar da noite voltar lá, e buscar os restinhos das migalhas de pão que ficaram inteiros em meio ao vômito.
 A noite foi caindo e todos estavam exaustos, eu  filei uma carona com a Dilvete que estava com seu Astra negro todo courado e com espelho no teto, adorei, Dilvelte me deixou com tutu em casa, e rumou para a mansão situada no alto da Linha Santin. Enfim, todos acabaram em casa dormindo bêbados, a segunda iniciou com um gostinho de quero mais, que com certeza vem com tudo por aí, nos próximos finais de semana da festa da melancia!!

Autor: Matheus Casanova
Co-Autora: Marina Cavalli

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