sábado, 28 de janeiro de 2012

14 Bis Chapecó + Festa na Chácara 02 21/01

Neste final de semana, mais especificamente na sexta feira, fui convocado a estar num camarote do 14 Bis Chapecó, que o grupo de costureiras da Linha Cattani ganhou no  concurso Costureira Overlock 2012, um concurso que seleciona promissores talentos dentro das proximidades da região oeste,  avaliando entre outros requisitos a velocidade dos movimentos, precisão da costura,  agilidade e desenvoltura das competidoras. Lipi por sua vez, tendo todas estas habilidades bem desenvolvidas e treinadas por sua mãe Tchoi, se saiu melhor que as demais candidatas e venceu o concurso com muita garra e suor, ele então nos convidou para participar da festividade e assim ganhamos a honra de usufruir de um camarote todo decorado com fiapos e retalhos de tecidos multicoloridos, tubetes de linha já usados, fitas mimosas e peças de máquinas de costura antigas dispostas de maneira harmoniosa compondo a decoração. 
Se fizeram presentes no evento apenas Gabriela Camilly Chiarello, Rafael Godinis, Luiz Felipe (Costureira vencedora) e eu Matheus Casanova. Lipi extremamente empolgado com a vitória sugeriu que ele mesmo confeccionasse nossas roupas, nós para não desagradá-lo concordamos de imediato, pois a bebedeira ia ser garantida e o camarote era grátis. Gabriela ganhou de Lipi um modelo exclusivo inspirado na coleção outono /inverno da Channel, estava com um vestido de couro caramelo (retirado e curtido pelo seu pai Chico), com mangas bufantes rebordadas com franjas de fitas mimosas amarelas, um sapato meia pata de madeira esculpido em puro carvalho e cravejado com pequenos fragmentos de pedras brilhosas (aquelas roxas) garimpadas diretamente das terras vermelhas do interior caxambuense, inspirado é claro nos famosos modelos de Louboutin. Eu escolhi meu modelito ainda no croqui, Lipi costurou para mim uma blusinha bem justa mula manca na cor rosa bebê e um colete de crochê cinza todo salpicado com pérolas, que realçou minha pele branca as curvas do meu corpo, e que combinei com os brincos e colar de pérola que peguei escondido da mamãe. Também escolhi uma saia vermelha a estilo CTG, mas como Lipi não teve tempo de confeccioná-la optei por uma bermuda azul marinho de gorgorão que adquiri semana passada na loja do Polaco, como ainda não havia usado acabei inaugurando-a no 14 bis.
Saimos direto até o 14 Bis, e eu o tempo todo me cuidando para não me encostar em locais empoeirados e sujar minha linda blusinha e meu colete. Porém, tivemos que passar na nova residência do Sr. Estevan, que se situa nos fundos do Eco parque em Chapecó. Subimos as escadarias velhas e empoeiradas e ao entrarmos na quitinete ouvimos um murmuro triste e pesaroso vindo de trás do guarda roupas. Fomos até lá e percebemos que Estevan estava imprensado atrás de um guarda roupas de madeira escura e envernizada, doado caridosamente da Casa as Cultura de Caxambu da ala pertencente as relíquias do Nono Dórico. Estevan com a boca arroxeada e quase sem conseguir inalar o ar murmurou que estava procurando um pé da sua sandália prata com verde que havia ficado embaixo do guarda roupas quando o Alencar Fretes fez sua mudança.  Estevan cada vez mais roxo e sussurrante não conseguiu pegar a sandália de maneira alguma e ficava cada vez mais soterrado pelo móvel. Tentamos achar outro calçado para ele ir conosco até as dependências da boate, mas nada servia naquele pé largo com unhas encravadas, tentamos um scarpin que ele havia pegado emprestado da amiga Idiane para ir a uma formatura, mas o mesmo não entrou devido a retenção de liquido, joanetes e inchaço de seus pés. Acabou que Estevan não pode ir por falta de calçados e Gabriela muito sinceramente exclamou que era mesmo para ele ficar em casa e logo tratou de dizer que a ele que passasse um paninho naquela quitinete suja e limpasse o banheiro. Estevan respondeu com agressividade nos despejando na rua e jogando água nas nossas vestes, ainda bem que o tal ataque não surtiu efeito, e apenas alguns respingos caíram sobre as pérolas de minha roupa.
Pegamos a Avenida Getúlio Vargas a pé,o cocheiro estacionou nossa carruagem algumas quadras para baixo e entramos no recinto sem enfrentar fila, pois tínhamos camarote...Gabriela logo tratou de colocar seus fartos seios a mostra fazendo toplez, o fotógrafo presente então fez um book de Gabriela no barzinho pegando bebidas e derramando sobre sua silhueta sensual. Subimos e pegamos o camarote que estava reservado a nossa total disposição,Lipi logo começou a reparar na vestimenta das moças presentes e atirar bebibas nas que possuíam as roupas mais bonitas, Rafinha Godinis logo pegou uma garrafa de absolut e bebeu com muito energético, eu Gabriela e Lipi tomamos muita cerveja, mas em nenhum momento me descuidei dos meus acessórios de pérolas, pois suspeitava que Lipi pudesse roubá-los por inveja.
Festa vai festa vem nada de mais acontecia, quando menos espero olho e percebo Marciane a Ceka e Monibel dançando loucamente até o chão. Ceka arrumou encrenca com uma moça por se insinuar para seu namorado,e sem pestanejar tira seu tamanco de acrílico salto 4 cm e atira-o com velocidade na testa da moça arrancando fluidos de sangue, após tal ato impulsivo ela com medo de represálias sai correndo em disparada num até o camarote a fim de esconder-se. Chamei as amigas e ficamos nos divertindo e jogando pedaços de tecidos nos cabelos das meninas que faziam parte do povão até a festa chegar ao fim. Nos dirigimos para casa por volta das 5 da manhã, e as 7 horas euainda tive que ir trabalhar, sai meio grogue de casa e com muito sono, ao fazer a travessia da ponte que separa a cidade do laticínio Milkreme a minha labirintite atacou, desesperado cambaleei até a beirada do rio e agarrado aos galhos da mata ciliar vomitei. Enfraquecido e sem conseguir me equilibrar fiquei de cócoras fazendo ânsia sem mais nada sair, a veia de meu pescoço começou a saltar e eu fiquei roxo, antes que eu caísse na água e fosse levado pela correnteza fui salvo por um ribeirinho que me acolheu e me levou até em casa, salvando-me da morte.

PARTE 02:A Festa na Chácara
Neste dia, eu minha fiel escudeira Rita Priscilla Linhares iniciamos os preparativos e aguardamos ansiosos pela tal festa que iria acontecer na chácara do Michel Angelo, a mesma da minha festa em dezembro, porém a festa estava morna, sombria e sem muitos comentários, os quais irei narrar posteriormente.
                Anterior a festa, pelo desespero de perder alguns quilos e já cansado de comprar ripas no Segatto para estruturar minha caminha frágil que sempre quebrava por meu excesso de peso,e cansado das tentativas falhas com a dieta da lua (só não como a lua porque não alcanço) ,ingeri um laxante para entrar na minha calça manequim 38! Não preciso nem contar oque aconteceu não é? Estava eu no sofá courado da mamãe quando soltei um flato silencioso, senti que ele parecia úmido mas não liguei, permaneci lá por um tempo e lembrei que deveria alimentar meu querido e cego cachorro Pingo. Ao realizar tal tarefa percebo que Pingo me seguia pelos arredores e lambia meus calcanhares, não entendi o porque e continuei andando, ao perceber a continuidade das investidas de Pingo paro e percebo que escorria pelos meus tornozelos um churume fétido com e cor e textura de melado batido.Pingo com o bigode imundo de fezes, não conseguiu dar conta da quantidade que escorria e não sendo páreo para tal tarefa, desistiu voltando estufado para sua casinha. Entrei em casa e as fezes liquefeitas escorreram pelo carpete, até hoje o carpete foi lavado mais de 15 vezes e a mãe não consegue tirar o cheiro fétido e nem o Pingo, que desde aquele dia mora em cima do carpete.
                Me arrumei, troquei as vestes e esperei, sem mais tardar percebo a chegadada charanga negra do Lipi, que vinha bem disposto e sentado sobre cinco almofadas bem recheadas com penas de peru das granjas Dittadi, a fim de alcançar os pedais da caminhonete, todas elas encapadas com bouclê( tecido com efeito fantasia de laçadas, resultando numa textura crespa, produzido com fio fantasia do mesmo nome, que é um fio retorcido onde aparecem laçadas e nós, resultando uma textura crespa, o nome origina-se da palavra francesa "boucler" que significa encaracolar) nas mais variadas cores confeccionadas pelo próprio Lipi. Entrei na charanga e logo tratamos de pegar a Rita e a Gina e irmos a festa.
Ao chegar no local presenciei coisas que meus olhos amendoados, grandes e brilhantes jamais irão esquecer...devido a grande estiagem que acometeu recentemente nossa região, o local estava em completo abandono, carcaças de animais mortos, vacas convalescentes dando seus últimos suspiros de vida arrodeadas por urubus esfomeados, açudes ressecados pelo cálido sol das tardes de verão, cactos sobreviventes que anteriormente serviam como ornamento nos jardins Gheller, agora serviam para nutrir a fome da população local. E a cena mais chocante de todas: a estampa do desespero humano diante da cruel e impiedosa força da natureza, Michel Angelo atordoado e abalado pela situação tentava reestabelecer o último sopro de vida que restava em sua cadela Elke, com um cantil de alumínio escovado dava de beber a sua querida amiga, molhava seus olhos apagados pela sombra da morte e com uma vara de cinamomo tocava enfurecidamente os urubus que a rodeavam de maneira fantasmagórica.
Veterinários de plantão foram chamados para auxiliar Michel Angelo e a festa começou, Gabriela ao dar o ar de sua graça tratou de fazer o seu famoso topless, logo fizemos uma rodinha de pessoas, Rita, Gina, Indianara,Lipi,Gabriela e eu Matheus. Alguns curiosos ficaram ao lado como estátuas nos observando, muita farra e cerveja e já eram 3 da matina e o pessoal estava adoidado. Tínhamos um pequeno freezer vermelho para armazenar bebibas, frezzero qual já um pouco alterada pela álcool, Gabriela não percebeua presença e tacou o pé dentro, relando toda sua canelinha gorda na borda do mesmo, quem conhece Gabinha sabe qual rumo tomou essa história, quantos gritos e litros de lágrimas ela deixou cair.
(Sinto Informar, mais oque aconteceu daqui a diante não vai ser postado, apenas ficou na memória dos presentes) Que por sinal foi demais!
Já eram 5 horas da manhã e já era hora de irmos para casa dormir, pois no dia seguinte havia confirmado presença no honroso almoço na casa da minha Querida Rita de Kácia, ao qual compareci bêbado marcando minha presença as 9 da manhã. Ao levantar da cama, percebo o Lipi já tinha chegado, estava fazendo uma trança no cabelo da mãe e ensinando ela a maquiar-se no estilo gospel mais adequado a moda atual.
Juntamos todo o pessoal e nos direcionamos até a propriedade do Sr. Coco Linhares, Rita que nos aguardava sorridente com um bolo recheado sobre os braços, nos recepcionou calorosamente. Lipilogo tratou de maquiar todas os presentes, eu fiquei pescando e Rafa Godinis ficou de boa. Almoçamos e descemos até o lago da barragem tomar uma gelada no nosso Iate que estava aportado na marina particular do Sr. Coco Linhares, andamos feito loucos e nos divertimos demais, Rita nadava nas águas turvas da barragem dando braçadas certeiras, realizando modalidades de nado costas, borboleta e sincronizado, e ainda fazendo chafarizes de água com a boca. Lipi, Gina e eu a acompanhamos, quando sem nada esperar olhamos para o horizonte e avistamos um lugar perfeitoesperando para ser desbravado...lugar o qual  decidimos onde decidimos de acampar, pois bem, o acampamento  sua continuação você vera no próximo post! Muito Obrigado a todos, continuem lendo e compartilhando!

Autor: Matheus Casanova
Co-Autora: Marina Cavalli

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Baile em Sã Joã - Dia 14/01

Ao final do último baile em Bela Vista fui lembrado que no próximo final de semana teríamos baile em São João, claro que logo tratei de convocar o pessoal para ir ao baile: Estevan Madonna Graboski Casanova, Luiz Phellype Dittadi, Nádia Margarete, Angelo Graboski, Gabriela Fausta Chiarello, Bruna Menoncim , Andreia Pasin,  Idyanne Pizzi , Indianara Vazzoler, Rafa Godinis e eu, Matheus Casanova.
Já era sábado e inauguramos a programação na Rádio Alvorada, a qual foi um sucesso total, porém, como em todo e qualquer evento grandioso os imprevistos são invitáveis. No decorrer do programa Estevan só me ligava e me mandava sms’s desesperados a fim de saber onde estava guardada aquela escova confeccionada com crinas de égua naturais e cabo de madre pérolas, que deixa o cabelo com mais volume e brilho, e também onde estava o esmalte Carmen da Risqué e o alicate de tirar cutículas. Insultei-o ao vivo na Rádio, e disse que iria achar quando chegasse em casa. Trato feito, ao chegar em casa encontro Estevan aos prantos deitado na cama, com uma touca térmica hidratando seus novos cabelos lisos, estava  também com  papel higiênico trançado entre os dedos dos pés para não estragar a unha que Analice o ajudou fazer sem custo nenhum. Porém não conseguia compreender qual era o motivo que fazia Estevan estar em prantos...Desci até o porão e fui ver a roupa que ele ia usar a noite:  era uma saia maravilhosa de renda chantilly, confeccionada em várias camadas na altura da metade das coxas, com um forração de cetim e de um branco tão alvo que chegava a doer os olhos, uma “ciganinha” bege com estampa de micro tulipas mostarda e um tamanco Grendene com sola de borracha multicolorido. Compreendi então o porquê do desespero de Estevan, as roupas adquiridas em um brechó não caberiam em seu corpo rotundo, a saia era manequim 38 e nunca entraria em um corpo que não fosse esquálido e em plena forma. Nem que Estevan fizesse a dieta da lua por um mês caberia no traje elegante, e então teria que arranjar outro figurino improvisado para sair à noite...enquanto ele pensava numa possibilidade de vestimenta, ouço uma batida envolvente em frente a casa,  ao som de os Havaianos estaciona o carro a nossa fada Idiane, trajando uma bermuda jeans curtinha desfiada e um scarpim fabuloso de salto 12 cm, com tiras de veludo púrpura que subiam por seus tornozelos bem depilados e terminavam em um laço majestoso na parte traseira da perna. Acompanhando ela vinha Indianara, e então estipulamos o horário para irmos até a comunidade onde o baile aconteceria.
Já eram 21 horas e tínhamos que nos arrumar, Estevan ficou triste e amargurado porque a tal saia majestosa não entrava de jeito nenhum, então teve que pegar um vestido da mamãe da época em que estava grávida de mim, pesando dezenas de quilos a mais. Em um momento de distração de Estevan, pego o vestido e saio em disparada porta afora, na casa da vizinha Nina encontro uma máquina de costura em overloque e sem hesitar passo com empolgação nas laterais do vestido, deixando-o três manequins menor, mais que rapidamente volto e atiro-o sobre a cama de Estevan, que no momento saía do banho envolto em uma toalha da Barbie Rapunzel. Disfarçado e tomado por sentimentos maléficos peço a ele que prove o vestido, em êxtase ele tenta vesti-lo, mas o mesmo insiste em não entrar, já desesperado e sem mais alternativas, pega uma saia marrom de cotton de mamãe e veste-a sem o mínimo de satisfação, choramingando pelos cantos e sentindo-se uma bóia inflada ele senta no sofá e espera eu terminar de me produzir.
  Fui para o banho e lá raspei a virilha, minhas nádegas peludas e as pernas também, tudo isso é claro, com a gilette mach 3 turbo de Estevan. Quando me dou conta, os pêlos já trancavam o ralo e a repartição do boxe já virara uma lagoa, então tive que pedir o rastel para a mãe, a fim de retirar aquela penugem do ralo e permitir que a água escoasse, pelos estes que todos emaranhados mais pareciam com pedaços de pelego de um borrego velho. Banho tomado fui me vestir, coloquei meu paletó pérola e uma calça jeans um pouco justa, deitei na cama para conseguir fechar o zíper e sem sucesso parto para minha cinta modeladora bege da loba adquirida na rede de supermercados Quitanda. Missão cumprida calço meu sapato caramelo doado pelo meu querido pai Genair e vou para o saguão principal da casa. Quando menos percebo entram pela porta da sala Idiane Pizzi, enformada dentro de um corpete dourado lindo com emendas de fita mimosa na parte das costas, uma micro saia de courino e seu tamanco de cereais, junto dela vinha Indianara, que vestia uma micro saia de paetês e uma mini blusa de sarja. 
Nos despedimos da mamãe com beijos e abraços, deixando-a orando por nossas almas e saímos para resgatar o pessoal nas casas, eu e Rafa Godines que acabara de chegar, passamos pegar a Nádia e o Angelo e já nos dirigimos até a casa de Marina e Cássia onde Lipi e Gabriela se arrumavam para o baile, fazendo escova, tranças embutidas e maquiagem nos olhos. Entrei direto na casa e percebo que Lipi chorava de cócoras num cantinho entre o freezer e o fogão, ensopando um rolo de papel toalha. Imediatamente quis saber o que aconteceu e ele contou triste e desmotivado que a Cássia não quis fazer o cabelo dele e nem a maquiagem neon que a Gabi já tinha nos olhos.
Todos prontos saímos destinados até o bailão, estávamos divididos em 3 carros. Matheus, Nádia, Angelo e Rafa ... Idiane ,Estevan , Indianara , .... Luiz Felipe , Gabriela , Bruna e Andréia. O Nosso carro chegou primeiro na tão distante comunidade, Rafa quis colocar o carro no lugar mais alto e mais difícil de chegar, e nós claro dentro do veículo ainda. Nádia estava ansiosa para entrar na festança e a esta hora já havia queimando 13 cigarros em seus lábios carnudos realçados com gloss pêssego  cintilante do Boticário. Estacionamos o carro e nos dirigimos ao baile, porém o terreno era íngreme e cheio de pedras soltas, e ao lado um pequeno e sombrio cemitério nos fazia companhia. Tudo bem até então e descíamos a tal ladeira cuidadosamente, quando um cara com um gol quadradinho branco força a subida e volta o carro em nossa direção, eu e Nádia em um rompante de susto nos jogamos na valeta e comemos terra de um formigueiro, eu esfolei a cara no pedregulho e tive meu sapato caramelo todo com a ponta esfolada, a camurça do colete de franjas de Nádia também sujou, mas não foi dessa vez que terminamos o baile, Nádia logo tratou de insultar o tal garoto responsável pela proeza: “Escuta aqui, se você tivesse queimado minhas pernas com esse carro você ia me indenizar, por que eu tenho advogado e nunca perdi um processo!!”  ... o cara sumiu com seu o Gol e Nádia vira e me fala... Imagina...Hummmmmmmmmm.
Chegamos na frente do salão e uma fila enorme tomava conta da frente do recinto, eu claro como sou figurinha conhecida logo entrei pela ala das celebridades, e como tenho esse direito trouxe todos meus amigos comigo. Logo pegamos o camarote ao lado da cozinha onde o cheio de pastel e bistex predominava. Lá estávamos eu, Nádia, Angelo e Rafa. Logo compramos fichas para beber até amanhecer... aquele cheiro de fritura e aquela névoa que vinha do palco misturado com gases intestinais nos deixava loucos, Nádia chegou a guardar o óculos para não embaçar a visão. Estávamos  nos divertindo quando entram na roda Angela PH e Thamiris, ambas com vestidinhos costurados ao corpo e curtíssimos, e Angela com sua comissão de frete bem realçada. Lá ficamos nos divertindo quando entra pela porta um grupo de pessoas, logo percebi quem era, pois Gabriela vinha como um carro abre-alas doado ela Portela no carnaval do ano passado, ela vinha majestosa no meio da multidão fazendo top lez e Idiane com seu espartilho justérrimo arrancava olhares fulmintes da alemoada que se fazia presente, muitos conhecidos e aqueles cabelos suados tomavam conta do local. Estevan com seu tamanco emborrachado foi fazer amizade com os músicos da banda, pedindo autógrafo e camisetas. A dança começou a tomar conta e Bruna e Andreia logo fizeram um trenzinho no meio do salão onde mais de 200 pessoas entraram na festa, Gabriela já olhava fixamente para os pasteis e o cachorro quente que eram preparados na cozinha ao lado.
Lá ficamos e a festa rolou, no decorrer dos 250,00 reais comprados em ficha  a coisa foi enfeiando,  Estevan fazia corações com as mãos para os músicos, Nádia se deitou na mesa de som que estava ao lado e em transe permaneceu observando o guitarrista da banda, dava longos ‘tchaus’ perdidos e o sujeito nem olhava para ela. Todos nesta hora já estavam bêbados, e eu até dancei coladinho com o Estevan, chamamos mais atenção que a banda que se posicionava ao lado, quando menos imaginávamos toca ao fundo o som de uma música boemia...” um fio de cabelo”, sem pestanejar olhamos direto para Idiane que fazia a tradução da musica em Libras, foi um momento mágico, lágrimas caíram do meu rosto e de todos que estavam pelos arredores, gerando um clima de comoção geral.
Baile rolando solto e uma morena linda estava ao lado num feroz beijo de língua com Lipy Dyttadhy , quando olho ao lado Gabriela me fazia um sinal de que o bico da teta da tal moça estava sobressaltando do espartilho preto que a mesma usava, eu não entendi de início mas logo olhei novamente e cutuquei com o dedo aquele farto seio que livre queria ser, ela não sentiu nada, então cutuquei mais 2 vezes e nada, sem me importar guardei o tal seio da moça dentro do espartilho em solidariedade a ela. Adoraria demonstrar como realizei tal ato mas aqui não há como, Gabriela que viu nunca mais esqueceu, foi hilário! O baile estava quase no fim e Gabriela já sentia fominha, logo foi a copa e comprou 83 pastéizinhos pra viagem , 8 garrafinhas de coca e 12 cachorros quentes, e ainda uma cuca royal para não passar fome na viagem de volta para casa, tudo isso ela armazenou na carroceria da charanga negra de Lipy, para não ter que dividir com ninguém.
Todos foram pegando seus rumos e no final do baile ficamos na frente de uma escada azarando: eu, Nádia, Estevan, Angelo e Rafa, logo tratei de pegar um cigarrinho do Estevan só para contar vantagem, quando percebo uma figura ilustre estava presente nas escadas e veio me cumprimentar, abracei calorosamente aquela tal moça e nisso Estevan começa uma gritaria afirmando que eu havia encostado o cigarro no cabelo na moça, o qual fumaceou e ergueu labaredas...nos despedimos e fomos para casa, todos travaaaaaaaaaaaados e cansados, ouvimos muita musica dos Anos 80 na volta e chegamos sãos e salvos graças a Deus.


Autor: Matheus Casanova
Co-Autora: Marina Cavalli

sábado, 14 de janeiro de 2012

FESTA Rádio Alvorada e Baile Bela Vista 07/10


Pois bem, lá estava eu passando minhas férias em Ilha Redonda hospedado em um hotel de cultura indígena kaigang, tomando um relaxante banho nas banheiras de água quente em meio a um grupinho de idosos empolgados e risonhos, eu, com minha sunguinha de motivos marítimos de naviozinhos e âncoras já estava com os dedos enrugados e ainda continuava inchado e branco com um suíno. Envolto nas bolhas de água da hidro recebi da minha ‘ajudante’ particular contratada para a temporada o meu IPAD, que continha uma mensagem de convocação ao jantar chiquérrimo de apresentação da grade de programas da emissora Alvorada, na qual teríamos também a inclusão do MatheuSemanal.  Fiquei triste com a intimação repentina, pois já havia programado várias atividades de aprendizagem para as minhas férias, tinha me inscrito em um curso de elaboração de chimias e geléias de vários tipos, com duração de 40 horas e com direito a certificado de conclusão, um curso de técnicas de depilação com cera quente artesanal de mel e limão e um tarde lúdica com os índios kaigang da região, os quais fiz muita amizade e sofri muito e chorei na despedida. 
Pois bem, me despedi, paguei pelos serviços, e corri para a beira da estrada na esperança de encontrar uma carona, graças a Deus passou uma combi com o grupo de Idosos Florescer da linha Maidana de São Carlos, que me deram carona até o clube dos idosos Tcha La La, ondeandei meio perdido e desorientado e atravessei  a ponte que divide os municípios de Águas e São Carlos, caminhando solitário cheio de malas e muambas, sacolas plásticas e caixas de papelão com meus pertences, sempre escondendo meu rosto para não ser reconhecido,ao chegar em Águas, aproveitei para passar no supermercado Dipol e comprar carne moída para a mãe, também fiz umas comprinhas na “Uni Duni Dez” ali do lado, pois estavam fazendo uma liquidação de cuecas da Zorba. Andei mais um tanto fazendo bolhas nos pés, fui apé até a fruteira na saída de Águas e comprei 2 couve-flor e uma cabotchá , sai desnorteado cheio de sacolas e andei até na saída da Linha Gramados parei na lombada para novamente pedir carona,  depois de alguns minutos encontrei mais uma alma caridosa que me levou de carona até Caxambu do Sul, como agradecimento lhe ofereci uma parte da carne moída, finalmente eu cheguei em casa empoeirado e morto de canseira, mas sem gastar nada com ônibus.
Já eram quase 3 da tarde e eu tinha que me preparar para o evento noturno, comecei dourando os pêlos louros que não tive tempo de bronzear no sol forte de Ilha Redonda, comprei dois vidros de água oxigenada número trinta e seminu besuntei meu corpinho, deitei na calçada de casa para pegar um sol e introduzi a cueca entre as nádegas para dourar os pelos anais,  já estava cozinhando no sol e quase cochilando quando escuto um grito estridente e fantasmagórico de Estevan, assustado me viro pra o lado e vejo Estevan cair lentamente com a face na calçada estatelando seu óculos fundo de garrafa, permaneceu  imóvel no chão com os olhos entreabertos e a pele gelada, assustado olhei para a cena e clamei por ajuda, a vizinhança veio em peso e Estevan foi ao hospital. Após horas passadas, eu em casa esperando por notícias, aquela cena dantesca não saia de minha cabeça, Estevan finalmente chega em casa em uma cadeira de rodas é levado para o quarto pelas enfermeiras, que me explicaram que ele sofreu um choque por ter visto uma cena assustadora, engoli a seco e afirmei não imaginar o que ele poderia ter visto  (claro que foram minhas nádega brancas ao sol), elas indicaram cuidados médicos a ele, e desde então ele recebe cuidados especiais para sua total recuperação: benzimentos diários, banho de ervas e sal grosso, eletrochoques, colvulsoterapias, exorcismos semanais e unções com óleo santo. 
O quadro clínico de Estevan controlado, não demorou e o chofer chegou para me buscar com um Del-Rey dourado tunado com peças cromadas, um carro que aluguei da garagem de relíquias antigas de Herculano Cavalli, entrei no carro com os bancos de couro que ringiam sem parar a cada a curva, acabei tendo meu paletó de cotelê pérola todo empoeirado, com muito sacrifício e um tanto nauseado com balançar do carro chego ao CCC onde o evento aconteceria, claro que pedi para o motorista me deixar lá em cima no portal para que ninguém me visse chegando com o tal veículo, desci meio envergonhado até o salão principal, que estava com o teto rebaixado com folhas de  papel pardo e feltro em verde e branco, mesas individuais com um mini rádio cromado de enfeite. E é claro, meu lugar na mesa de autoridades marcando “reservado” com uma cartolina dobrada escrita com canetão verde, então não me preocupei em saber onde iria sentar, já pedi para o garçom uma taça de refrigerante Sarandi sabor laranja para molhar o gargalo.
Lá sentado degustando meu néctar gasoso e alaranjado, percebo que Miriam chega para registrar todos os momentos com suas várias câmeras, eram flashs para todos os lados, direções e ângulos, por conta disso acabei adquirindo um entressol no olho, que segundo o Lói pai da Camila, é curado com algumas gotas de limão. Pois bem, Mirian tinha de esperar as celebridades da festa (Claro que a esta hora eu já estava em off, aguardando minha entrada triunfal, que assisti de imediato assim que Mirian me passou por bluetooth). Todos gritavam enlouquecidos a espera dos astros renomados da rádio entrarem, para iluminar a festa, a primeira a entrar é Pretinha Basso, nossa radialista mais estilosa, toda trabalhada num vestido verde e branco, em homenagem as cores da rádio Alvorada, com uma calda majestosa de três metros de comprimento, que seguia arrastando-se pelo salão e arrancando suspiros  e olhares espantados da multidão, ela vinha também com seus  longos cabelos encaracolados soltos sobre seus ombros, por entre meio a este cabelo glamuroso, ela ostentava flores do campo naturais, maços de trigo, folhas de samambaia, bocas de leão, gérberas, hortênsia e uma flor de cactos laranja , dando ainda mais vida e majestade a sua figura floral e simpática amada por todos .  Junto dela, estava seu esposo, seu filhoe seus compadres Lúcia e Ivo Gheller, que entraram  dançantes, fazendo a figuração de uma valsa os dois rodopiaram por todo o salão fazendo o vestido e os cabelos de Lucia esvoaçarem pelo tablado, os dois ainda terminaram o espetáculo com um final espetacular comum salto de balét que arrancou ainda maus aplausos do público presente.
                Depois disso foi a minha vez de entrar, por ironia do destino tropeço num fio elétrico das câmeras de Mirian e caio feito um saco de soja no chão. Aí sim já tinha estragado tudo, chegar num Del Rey e ainda cair estatelado na entrada, o que pior tinha de acontecer? Eu estava envergonhado, mas todos me ajudaram a levantar e me pagaram água com gás, praticamente reestabelecidosentei-me frustrado na mesa reservada a mim e observei a entrada triunfal dos outros participantes. Era a hora de ZaidirFilipin entrar, todo trabalhado no figurino Italiano com calças de linho verde e camisa de tactel vermelha, narrando em tom de voz alto cânticos italianos e honrando seu programa matinal nos sábados, depois foi a hora do Martiori entrar de pilcha gaúcha completa, exceto seu tordilho, que sem ter permissão para entrar ficou pastando e dando altos relinchos no campo ao lado aonde acontecia o evento,  Martiori também veio fazendo honra seu programa diário sobre o saudoso Rio Grande do Sul.Faltava apenas Tito Paulo entrar, ele entrou de mãos dadas com sua filha. Evélinque por sua vez, ao chegar no centro da pista começou um show de patinação, munida de um patins profissional e artístico ela emocionou a todos arrancando choros e aplausos,  sua mãe Mirian é claro, não perdeu nenhum lance, e registrou cada passada da dança de sua filha. Todos os Radialistas já haviam sido apresentados, quando a noite ganha a presença geniosa de Andrei, que se apresenta de terno e gravata, com o cabelo todo lambido para trás com gel, ostentando um sorriso largo decorado com piercings de diamantes nos dentes,correntões de ouro no pescoço e anéis de pedras vermelhas no dedo mindinho, ela vinha desfilando seu sapato de couro de crocodilo distribuindo mensagens de paz e vale brindes da rádio.
Sentamos nas mesas para degustar as entradas, os canapés que começaram a ser servidos, belos arranjos de flores do campo e bambus ornamentavam aquele lindo lugar, pessoas emocionadas e a impressa toda voltada a nós, os apresentadores da rádio. Me achei o máximoe tentei fingir que não estava comendo para não chocar a imprensa com minha fome  canina, quando eles se distraíram eu tirei minha cinta modeladora bege da lycra e me senti mais a vontade para encher o bucho, comi tanto que ainda tive que abrir o botão de minha calça, contabilizei os caroços de azeitona que comi e ao ver que o número foi exagerado, comecei a atirá-los no cabelo da madrinha Preta, a fim de escondê-los. O plano deu certo, os caroços se enterravam no cabelo majestoso, aproveitei e joguei alguns besouros nas flores que fazim parte do look assinado por Marc Jacobs, depois fui gentilmente tirar os elementos atirados, pois fiquei meio receoso em ter feito aquilo. Me desculpei e bailamos na pista jogando espumante na face suada das pessoas presentes no local.
Logo em seguida, me juntei a celebridade chapecoense que fazia parte do evento: a cabelereirarenomada Bia Marangoni, que cuidava do meu visual reativando meu babylise nos intervalos das fotos,  então começamos a conversar e a solenidade inicia, todo aquele lerolero e  depois de 2 horas a solenidade finda. A esta hora eu já estava novamente com fome, a entrada já havia descido e  percebo que o jantar  seria servido , entrei na fila antes mesmo de ter fila, fui o primeiro, é claro, e esperava com expectativa o rango. No jantar tínhamos muitas delícias requintadas a nossa disposição: salame de porco, cudeguim, morcilha, bolinho de pão frito, revirado de feijão, orelha de porco, sambiqueira de galinha, moela, língua de boi e para sobremesa rosca de glacê com sagu de laranja. Tudo uma delícia, que certamente eu comi até o botão de minha camisa arregaçar.
Logo após o jantar o DJ soltou um som e a festa rolou, porém de outro lado da cidade Bruna, Andreia , Larissa e Lipi ( a costureira do Cattani) já me aguardavam, pois iríamos a um baile na Lª Bela Vista em São Carlos...Solicitei pelo meu Ipad a presença de Larissa para me locomover pela cidade, pois jamais contrataria novamente o DelRey para me levar...Larissa não queria ir ao baile, então logo chantageei a coitada colocando fim na nossa amizade se ela não fosse. As 11:30 já estávamos todos no Planalto para irmos até o ‘baile’, na qual a região se  assemelhava a uma cultura aldeã longínqua e remota, um lugar místico e longe da civilização. Entramos no salão e como estávamos bem arrumados, as pessoas só se olhavam e se cutucavam apontando para um colete de couro (ganhado de uma amiga) que o Lipi usava. Ninguém de conhecido e aquela gentarada fedendo sovaco nos rodeavam com olhos estatelados parecendo nos engolir, logo me acostumei com isso etratei de puxar a vaquinha da cerveja... bailinho vai e bailinho vem....Lipi já estava com o cabelo pranchado todo suado, Larrisa queria saber de beber, Bruna e Andreia faziam danças sexys até o chão e logo tiraram o salto e iniciaram um trenzinho pelo salão.
Baile correndo e cada coisa se passava ao nosso redor que nem conseguíamos acreditar que tudo aquilo era real, o Lipireparava em todas as roupas de Andreia e Bruna, e chorava de inveja tentando cortar as roupa delas com um pedaço de navalha que ele carregava no bolso. Frustrado com suas tentativas falhas e já chorando, Lipi arremessa uma lata de cerveja no chão, molhando uma moça que estava ao nosso lado, logo tratei de pedirdesculpas, porém, entremeio a esta desculpa conheci IZAURA, um  moça de Saudades muito querida, logo quis saber se ela era a escrava branca, e ela acabou dizendo que não.Enfim, voltamos ao grupo onde terminamos o baile...travados, suados e rindo de todos que passavam.
Nos dirigimos até o carro e rumamos até a grande Caxambu do Sul. E claro, como de costume paramos em Lª Gramados tocar o sino, Bruna saiu esvorotada para tocar o mesmo,se pendurou com toda sua mini-força e deu um badalo, logo tratei de ir tocar também, dei uma puxada que aquele sino parecia que ia iniciar a missa, blémblémblémblém e não parava mais, embarcamos com tudo no carro e partimos para Caxambu. Ao chegar na cidade encontramos Andrei,Anny e Ana sentados na esquina, chegamos junto e comemos todo o fandangos e chocolate deles. Já eram quase 6 horas da manhã, então dei a ideia de irmos até o Mirante no Bairro Antena vero dia amanhecer! Confesso pra vocês, foi uma das coisas mais lindas que já vi, cheguei em casa de cócoras atravessando a rua em silencio, achando que nenhum vizinho estava vendo...no outro dia porém, eu já era comentário em toda a vizinhança....

Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-autora: Marina Cavalli

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Réveillon em Itá 2011/2012

Depois de chegar em casa do último baile do ano de 2011, dormi até meio e acordei suado e com circunferências gigantescas de saliva viscosa no travesseiro. Estevan ainda lamentava a perda de seu vestido vinho que havia sido queimado por um pequeno descuido emocional na noite anterior, e eu ainda comemorava intimamente tal fato. Porém, nem imaginávamos o que a noite, ou o dia de domingo ainda nos reservava...
Era meio dia eu acordei seminu com a cueca emaranhada por entre as nádegas, mamãe tinha feito almoço, ela gritava batendo a pá da polenta na janela, pedaços do tenro creme amarelo saltavam pelo vão esculpido pela janela, mas mesmo assim ela não cessava. Corremos para a mesa antes que ela banhasse a casa toda com as gotículas pastosas do alimento, e estupefatos de fome atacamos a polenteira, queimei meus lábios e fiz bolhas na língua, como sou malévolo ao extremo e não saio perdendo sozinho, encostei a panela fervilhante na orelha de Estevan enquanto ele degustava a iguaria, arrebatato ele saiu correndo dolorido e abrasado para o porão chorando copiosamente, rindo da desgraça dele, comi todo o restante da polenta mesclando com algumas conchas de feijão gelado que estava armazenado na geladeira.
Estevan recuperado da queimadura, com a orelha enfaixada com babosa e banha de porco já estava ansioso para ir a Itá. Como de praxe, ele já estava iniciando seus ritos de beleza, neste dia porém, ele decidira fazer um penteado novo para a festa da virada. Analice nossa vizinha querida ajudou Estevan das 11:00 as 16:00 horas, ele permaneceu estático no passeio aqui na frente de casa durante todo este tempo,  Analice fez rastafári com dreads de lã no cabelo rebelde do Estevan, incrementou o penteado com mexas de cabelo sintético e utilizou  muito creme desembaraçante. Anterior a isso, Larissa Monica Bedin veio me buscar para irmos organizar os últimos detalhes da nossa virada de ano, no caminho quis jogar na mega-sena (a qual não ganhei), Litini (Lita do Pitini) também estava conosco. Organizamos tudo comprando pão integral, presunto, uma bandejinha de suspiro e uma de teta de nega, enchemos o tutu de gelo colocamos as champanhas gelar. Ao voltar para casa me surpreendo vendo que Estevan havia perdido todas as tranças do rastafári, Analice colocou um produto errado e as tranças não agüentaram tanta química. Estevan ficou triste e choroso, ajuntava as tranças do chão com uma expressão frustrada e desesperançosa.  Num rompante, levantou-se e saiu desbaratinado a procura de algo que o alegrasse, encontrara então uma mini saia jeans branca com stretch e aplicações de strass nos bolsos traseiros, vestiu-a e saiu feliz e conformado, agora a procura de uma regatinha de malha lilás da mãe para dar uma cor a mais em seu look.
Já estávamos prontos quando chega Larisa Évilin Bedin com seu QQ tunado, acompanhada de Lita que encontrava-se sentada no banco da frente, Estevan logo tratou de armar um bafão, avançou  e esgrenhou todo o cabelo de Lita, onde a Tere do Pitini havia feito uma trança embutida bem presa com gel, Lita ficou arrasada e se obrigou a passar para o banco de trás comigo. Partimos então para Chapecó, ao chegarmos lá no AP do André, Lita já foi atrás de outra carona, pois não iria dividir o espaço com o Estevan novamente. Problemas resolvidos fomos ao encontro das divas Bruna, Andreia e Nissana, quando chegamos para apanhá-las Nessana surgiu com sua saia mágica ,com bolsos estrategicamente ocultos e recheado de coisas que nem imaginávamos que caberia em um espaço tão pequeno. Sentada no meio fio, ela dedilhava um violão e cantarolava Ximbalaiê, Bruna fazia vocal e Andréia chorava de vergonha dentro do carro. Quando chegamos Estevan logo tacou o olho na Saia de Nessana envergando-se de inveja...neste momento iniciava-se a batalha, Estevan queria a todo custo a saia floral dela, mas convencido pelas outras meninas de que sua saia branca era mais apropriada, contentou-se e partimos para Itá, por volta das 20 horas chegamos no local, um toró de água caiu sobre aquele lugar nos deixando tristes, desmotivados e cabisbaixos por causa da chuva. Graças a Deus, por volta das 10 horas a chuva cessou, então não perdemos tempo e nos direcionamos até o palco na praça.
Aí então é que acontece a surpresa: nós tão bem vestidos e principalmente eu, todo vestido com peças finíssimas em linho branco percebo aquelas pessoas todas molhadas pela chuva que acabava de cair, os que estavam de branco jaziam encardidas pela lama, seus cabelos pingando nos vestidinhos alvos de malha que agora eram transparentes, seus pés enlameados com punhados de grama encardida, e as unhas que foram arrumadas especialmente para o dia, agora ostentavam uma aparência imunda e miserável. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com tal cena dantesca, mas mesmo assim a festa tinha que continuar...
 As pessoas permaneciam lá descompostas nós dançando felizes, quando as meninas saem pela busca sagrada de limão e sal, a fim de fazer a maldita tequila que deixou elas safadinhas ao extremo. Nos divertimos e dançamos ao som de um DJ, bebemos o tal “drink” do satan e a coisa ficou preta, nunca tinha visto essas meninas tão felizes e saltitantes, a noite foi passando e o meu tênis branco foi indo pro saco, eram quase 11 horas e o Show do Duble You tinha que começar. Estevan como é fã da banda acariciava seu próprio corpo cantando o Hit mais famoso “Please don’t GO”, repetindo incessantemente inúmeras vezes nos deixando nostálgicos.
O show se passa e eu e Larissa tínhamos que fazer um pipi, ao nos dirigimos até o pipi móvel encontramos um ser nada estranho no meio da multidão, com uma saia amarela bem curta, era ela, a nossa querida conterrânea Seca do Mandi, fizemos um gritedo e um escândalo, pois há muito tempo não a víamos. Logo tratei de pedir se sua mãe Maria estava bem, conversamos e matamos  a saudade.  A hora da virada já estava próxima, nos despedimos de Seca e partimos em direção ao povo, pois tínhamos que chegar sãos e salvos ao show pirotécnico com duração de 11 minutos. Peguei uma das 6 champanhas ganhadas da empresa em nossas cestas de fim ano, agitei estourando-a e lancei um chafariz em direção as pessoas, como se eu fosse uma figura rica e fina das cenas do filme TITANIC. A contagem para o final do ano começou, comemoramos gritando Feliz ano novo, regados de champanha e assistindo um show pirotécnico.  A esta hora minha bela vestimenta, a saia de Nessana e as demais roupas já estavam todas um caco e fedidas, os cabelos das meninas então nem se falam...
 No meio da galera permanecemos, por volta das 3 da manhã os cacos de garrafas tomavam conta do ambiente, percebo que o pézinho do Bebe Andreia estava cortado, quis levá-la até o Samu mas ela não quis, então peguei água da caixa de bebidas e lavei o pezinho dela. O show com um DJ local estava quase acabando, eram quase 4 horas da manhã e todos acabados e sujos voltamos para o carro, lá tratamos de comer os tetas de nega, o pão integral com presunto, etc...comemos feito boi na soga (como diz nossa querida Gabriela) e deitamos no chão lá fora mesmo. 
Eis que num passe de mágica Estevan levanta-se, com sua saia branca já toda encardida e começa a coreografar a música “como uma Deusa” da Rosana, interpretando todos os altos e baixos da música e até as feições da cantora, que ele já decorou por ser muito fã. Assistindo ao grande espetáculo circense de Estevan, que gesticulava fazendo agudos e desfilando pela grama, percebemos que já era dia e estávamos clareando sobre a alvorada do amanhecer em Itá, todos imundos e sem noção. Então informei ao pessoal que tínhamos que ir até o mirante tirar fotos para registrar o melhor réveillon da nossa vida, organizamos as coisas e saímos em busca do mirante. Eram quase 7 horas da manhã e lá estávamos nós no morro do caracol (menos a Bruna que dormia bêbada e inconsciente há horas dentro do carro). Pudemos presenciar um lindo amanhecer no ponto mais alto da cidade, então nos despedimos do sol rumamos até nossas casas por uma longa estrada...quando chegamos em Chapecó na casa da Bruna,  Estevan que até então fingia estar dormindo no carro, da um pulo certeiro e mortal e arranca a saia do corpo de Nissana se apoderando da mesma. Todos nós paramos e voltamos o olhar para ele, sem entender nada o observamos realizar seu sonho da noite. Ele tira sua saia branca e veste a saia florida, chorando de emoção começa a correr como uma gazela indomada pelas ruas e avenidas da cidade, saltitando por sobre os canteiros e cantando músicas de Nei Matogrosso ele sumiu pela escuridão da noite e nunca mais foi visto... esperamos seu retorno até as 10 horas da manhã, mas sem nenhum sucesso, organizamos nossas coisas e nos direcionamos até a maravilhosa cidade de Caxambu do Sul.

Esse foi nosso réveillon inesquecível, obrigado meus amigos por este momento que será eterno para mim! Um Grande beijo a todos!!!


Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-Autora: Marina Cavalli

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Baile Formatura Escola Cândido Ramos 30/12/11 ( Um Espetáculo)

Comecei os preparativos para o baile ainda à tarde, iniciei minha rotina de procedimentos tomando banho de sol atrás da casa ao lado da casinha do meu cachorro. Em meio a torrões de terra seca e temperos da horta: salsinha, cebolinha e almeirão pão de açúcar, lá estava eu tentando me esconder da vizinhança para não passar vexame. Levei minha cadeira de alumínio com forração amarela que o pai ganhou no posto Milão, uma toalha de banho velha e encardida, um óculos de sol de camelô e meu bronzeador fator 4 Raio de Sol, me ajeitei como pude e sentei na cadeira para a iniciar a pigmentação forçada da minha pele. Passei água oxigenada nos meus pelos grossos, e o bronzeador no restante do corpo, amarrei o cordão na minha sunga, coloquei meu óculos e reclinei a cadeira como pude, meus pés com a sola repousada sobre a terra árida queimavam cada vez mais, então peguei o crocks da mãe a me senti mais confortável...após um tempo que não consegui calcular eu peguei no sono e acordei assado, com marcas vermelhas do óculos vagabundo que quase derreteu no meu rosto, e da minha sunga azul coladinha com motivos marítimos de ancoras e naviozinhos. Assustei-me ao ver o estado da minha pele, e sai correndo desbaratinado, no desespero da corrida tropecei e cai de fuça na horta, engolindo a força meio maço da plantação de alho francês da mãe, aqueles com extremidade bolbosa, cuspi tudo longe e choramingando entrei em casa, besuntei meu corpo de creme hidratante mini Skala de amêndoas doces e fui chorar escondido no quarto a tentativa frustrada de ganhar uma corzinha nesse corpo albino.
Enquanto isso Estevan Rihanna Graboski fazia a unha dos pés e dava banho de creme nos cabelos cacheados.  Pegou a bacia de lavar roupas e encheu de água para amolecer as cutículas das unhas do pés, lixou os cascos e jogou as sobras de pele dentro da floreira perto da porta, apanhou a caixa de esmaltes da mãe e escolheu um vermelho borgonha para não destoar do modelito escolhido para a noite, com uma toca de banho e um pote de creme beauty color Brilho e Balanço, ele também iniciou uma hidratação em seus cachinhos rebeldes. Passou o creme de tratamento com queratina (sachê), que penetrou e envolveu as fibras capilares de seu cabelinho, tornando-os mais fortes e com muito mais brilho e balanço naquela noite. Não satisfeito em realizar seu ritual de embelezamento, sentiu uma angústia apertar, e foi conferir se seu vestido continuava onde ele deixou, pendurado no cabide no quarto do porão, obviamente trancado por medo que eu com inveja o provasse e acabasse esgarçando o tecido ou rompendo as costuras. Chegando lá ele soube que a angústia era um pressentimento, o vestido longo bordado na cor vinho estava jogado no chão no canto do quarto. Estevan desesperado dava cabeçadas na parede tentando suicídio, e em meio a gritos e soluços percebeu que algumas miçangas, vidrilhos e canutilhos estavam despregados, logo soube que o estrago da peça foi um ato proveniente da minha inveja mal resolvida, que por não ter uma roupa tão formosa para ir ao baile quis estragar a dele. Para minha frustração mamãe costurou e passou o vestido de Estevan, aplicou algumas passamanarias e ele ficou impecável novamente, posteriormente, escondi uma tesoura na cueca e passei o restante do dia tentando cortar as tiras da sandália prata de Estevan, que a noite comporia seu modelito, mas ele as havia escondido muito bem e eu tive que engolir minha inveja adjacente.
A tarde passou e já era noite, eu já presente no baile eram 21 horas e a solenidade tinha de começar. Dª Neusa trabalhada em um modelito longo de estampas florais, confeccionado com camadas e sobre camadas de tule verde dando um charme a mais no envoltório da saia, ostentava um grandioso coque banana com cachinhos laterais, que por vezes ela punha atrás da orelha para não atrapalhar a recepção.  Atendia os convidados na porta com um sorriso estampado no rosto, dando calorosos beijos e abraços nos convidados, enquanto isso aproveitava e falava no ouvido dos transeuntes e entregava panfletos para divulgar a NutreChef um novo negócio da família PIZZI.
Professora Dica já gritava descabelada no microfone que não ia falar mais, pois a formatura já estava atrasada em meia hora, motivo qual não conseguiam fazer com que a rainha Nauana, que comporia parte da mesa de autoridades, subisse a rampa de acesso. A essa hora todos já estavam cansados e com dores na lombar, quando surge a professora Jaqueline  Pompeo (a Amiga da Turma de formandos) para ascender as velas palmacetes brancas que iram fazer parte do arranjo na mesa.
Quando menos se espera e sem mais delongas a formatura inicia-se, foram chamadas as autoridades, e é claro que os especiais eram Professora Preta Pizzolato de Mello  e Estevan (Regentes das Turmas formandas) , em um ato de distração proveniente da emoção do momento, Estevan encosta a manga do vestido vinho na vela  palmacete do arranjo, iniciando um micro  incêndio deixando todos apavorados. A água dos arranjos foi jogada nele pelas pessoas presentes e o fogo cessou, porém o modelito de Estevan estava uma bola de carvão, só sobrou alguns vestígios de vidrilhos do bordado pelo chão. Estevan em prantos e com a cara no chão sai loucamente e meia hora depois volta todo machinho deprimido com uma calça social, camisa e uma gravata confeccionada com o resto do vestido que não queimou. Eu ri diabolicamente e minha gargalhada maléfica ecoou pelos arredores, enfim o modelito de Estevan estava destruído e nem precisei sujar minhas mãos desta vez.
 Solenidade reiniciada e Estevan ainda choramingando no canto da mesa com sua roupinha humilde, todo aquele blá blá blá de formatura e todas aquelas pessoas falando deixando o povo suado, cansado e com náuseas, pois o calor era terrível. As maquiagens do Avon (que a Nina vendeu na escola para os professores e alunos) já escorriam na cara das formandas, os penteados começavam a desandar e as meninas corriam desesperadas no banheiro com potes de gel, ramonas e pente finos... enfim, a solenidade acaba, porém  Nauana ainda não tinha conseguido subir a rampa de acesso, pelo temor dos presentes de que a estrutura não agüentaria o peso. Solicitaram carrinhos de mão, guinchos, a retro escavadeira dirigida pelo Bino, mas somente um trator de esteira dos Gheller conseguiu resolver o imprevisto, Nauana foi içada para dentro do salão e sua chegada tardia rendeu aplausos calorosos e extasiados.
Tudo resolvido o show internacional com Tchê Balanço tinha que iniciar, a esta hora na primeira música eu e Rita abrimos a pista de dança fazendo  horrores  e dançando até o chão. Eis que surge Nádia Margarete que bocejava de sono, logo se juntou com Idiane que estava com um vestido branco de linho, na altura midi todo comportado, um coque bem tradicional no cabelo e é claro com o tamanco de cereais. Caímos na Antarctica e lá fomos, Wanessa que estava com um coque espetado e desfiado descia e rebolava na latinha, Michele Elsa Zamoner  estava bebidinha com 2 golinhos de antártica que havia tomado. No decorrer da farra surgem figuras indecifráveis na porta, era Larissa Samanta Bedin e seu primo NABBY. Reunimos um troquinho e tomamos mais e mais cerveja. Perto da caixa de som Nádia já não estava mais com sono e suas danças místicas já surgiam no centro da pista. Olho já meio bêbado para o lado e avisto Gabriela chegando de top lez (marca registrada) meio sofrida, porém logo ficou feliz e se enturmou com a galera deixando fazer boddy shot (aquilo do Pânico na Tv, onde as pessoas jogam bebida nos seios das mulheres e lambem antes que a mesma escorra), enfim, o baile rolava e nós dançávamos, Estevan Brytnei Graboski estava todo suado parecendo um suíno, Gabriela logo tratou de mandar Estevan tomar banho pq estava úmido e fedido, dançamos e também acabamos ficando suados, tirei um lenço de papel do bolso e me inventei de secar o rosto fofo de Gabriela, foi a pior coisa que fiz, Gabriela chegou a cuspir a cerveja e fazer ânsia na pista, pois eu havia secado minhas costas e nádegas gordas anteriormente com o mesmo lenço.
No Decorrer do baile acho Carlinha e Nezinha que estavam lindas, elas dançavam como um casal apaixonado na pista, logo tratamos de nos cumprimentar com beijos e passadas de mão e se divertir... a esta hora já tínhamos bebidos horrores, quando menos espero Idiane me tira para dançar fazendo um rito de acasalamento sexy na pista, onde nos encarávamos numa encenação apaixonada, nos pegávamos pelos cabelos e nos passávamos as mãos pelas curvas de nosso corpo, chamamos a atenção de todos e por lá permanecemos...
Fui até a copa e por uma honra encontro a Prof. Preta Pompeo que acaba  me informando que é fã e lê meu blog  cheguei chorar de felicidade me afogando com secreção que saía na minha narina, prof Preta me deu lenços de papel e tudo ficou resolvido, voltei para o baile onde  me atraquei a dançar loucamente mais uma vez. Quando olho para o lado, percebo que a nossa Fada Idiane já estava sem o tamanco de cereais e dançando descontroladamente, Gabriela estava toda suada e chorava por esse motivo, porque sentia-se suja,  Larissa procurava ferozmente seu primo NABBY. Bailinho fervendo e aquela gentarada toda suada com as bochechas vermelhas, Estevan já estava todo molhando e decide que já era hora de fumar um HITS Longo e um Vogue framboesa e convida duas individuas para compartilhar o tal ato, e eu claro foi junto. La fora estávamos de boa encostados no carro, começamos ouvir histórias mirabolantes do mundo glitter com lantejoulas provindas de Estevan, não conseguimos mais fazer nada porque as coisas eram muito absurdas para serem ouvidas. Voltamos ao baile, e lá mais e mais gente dançando loucamente, quando graças a deus o baile chega ao fim, então percebo que Gabriela estava degustando um prato gigantesco de batatas fritas e tomando Skol, o qual resultou em passar mal no dia seguinte...
Pronto para ir para casa, sou informado de que ia rolar um arrasta pé no campo logo após as festividades de formatura, chamei o pastor Andrei Zamoner e lá fomos, chegando lá não encontramos nada demais, então entro no carro da IDI e Nádia lá estava cantarolando sozinha, fazendo Hããããããã e Hummmmmmmm. De repente Nádia larga mais um bordão: “temos que salvar a pátria beijos..e Percival Dorneles..?” mas que porra é essa quem é Percival Dorneles? Até hoje não descobri nada, depois busquei na internet e não encontrei nada, até acabei achando que era algum personagem da vasta história brasileira. Enfim, Idiane carrega eu e Nádia para casa, encontramos Angelo indo acompanhado de uma Loura Misteriosa, Nádia fez questão que Angelo voltasse com ela para casa. Dormi Cansado e acordei ao meio dia de sábado iniciando os preparativos para a melhor virada de ano da minha vida, que é claro, no decorrer da semana vai virar um post!

Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-autora: Marina Cavalli