....Depois do bordão iniciado por Nadia, La vem a Lua tímida, aquele inóspito local torna-se de imediato um covil de perdição e safadeza, a esta altura Gabriela já estava com seus seios de fora realizando o famoso toplez totalmente embebida em álcool, Bruna com a garganta inflamada não podia beber, porém continuava a realizar seus servicinhos extra nos arredores dos carros, juntando gravetos, latas e tentando saquear os que por lá andavam entretidos. Nadia, por sua vez, arqueava seu corpo em danças místicas não identificadas, e pronunciava palavras que não constam nas regras de língua portuguesa, em uma possível alusão a chegada próxima do Natal, ela gritava HoHoHo e fazia seus ritos de magia dançantes passando a mão na grama encharcada de lama. Idiane, que até então permanecia solitária e sentindo-se inadequada, tem um rompante de euforia e corre pelo campo enlameado, encontra no seu caminho um grande galpão, onde permanecem os cavalos em suas baias, idi então, fita um dos cavalos nos olhos e encara-o com desafio, aqueles olhos vermelhos e brilhantes instigam Idi a algo...sem pestanejar Idi encaixa seu tamanco de cereais no pedal do arreio e agarra firmemente as crinas do cavalo baio, que pula e relincha demonstrando ainda ser xucro e mal domado, Idi vai para o meio da galera e mostra sua habilidade com os eqüinos, o cavalo da ferozes gineteadas e deixa a galera em êxtase.
Eis que num ensejo momentâneo do show hípico de Idiane, ela certa de que havia domado o corcel selvagem, o mesmo empina abruptamente e derruba nossa fada ao chão, Idi levanta limpando suas roupas e recolocando seu tamanco de cereais que voou longe com a queda, tímida ela olha para os lados e percebe que o cavalo havia fugido loucamente pela sanga, a qual costeava o campo em que a festa estava sendo realizada.
Depois do show hípico findado, pessoas boquiabertas e Idiane receosa num canto do campo, Gabriela sente vontade de urinar, e como já é de conhecimento de todos, ela precisa de um acompanhante para protagonizar o ato de expelir urina. Eu fui o escolhido da noite, e juntamente com Gabriela nos dirigimos totalmente alcoolizados ao rumo determinado, ou seja, o capoeirão ao lado das barracas. No caminho eu feliz e saltitante com uma mão dada com Gabriela e outra segurando uma lata de Brahma, me deparo inesperadamente com uma depressão de 40 cm no chão, porém já era tarde, ela acabara de engolir minha perna, sugando meus pelos albinos e me fazendo despencar com a cara no chão. Deitado com a lateral da face esmagada no solo e com um pé enterrado, Gabriela percebe que a lata de Brahma permanece intacta em minha mão, que permanecia suspensa para o alto, nesse momento Gabriela tem um ataque de riso e percebe que já era tarde demais, como alguns sabem, sua bexiga não é das mais contidas e ela urinou em suas próprias calças, ensopando todo seu modelito saruel. No mesmo instante, Gabinha olha para o lado e avista um corpo e imóvel e aparentemente moribundo atirado ao chão, grita desesperadamente e prestes a ligar para a ambulância do Samu, nos aproximamos mais e ao identificar quem era o levantamos e limpamos a urina impregnada em suas roupas, o levamos para cima da saveiro e tratamos de dar chá de cipó milome, fresco e extraído recentemente do canteiro de ervas medicinais de Marcos Gheller.
A partir deste momento, como as coisas tomam rumos mais epicenos, não citaremos os nomes originais para não comprometer ninguém.
O urinol a céu aberto estava decretado, ele se situava exatamente na beira do matagal ao lado das barracas, onde muitas cenas estavam por acontecer. Neste mesmo local, observo que um indivíduo extremamente embriagado expõe suas partes genitais ao ridículo ao iniciar seu ato de urinar, uma garota não identificada de aproxima dele, sem pestanejar ele abaixa suas calças na altura dos joelhos e deixa seu membro a mostra, um membro rugoso, pálido e mal depilado. A garota começa a dar risos contidos e cada vez mais sufocados, começa a ficar roxa e sufocar, o sujeito em questão veste novamente sua roupa e desfere pancadas nas costas da garota, que cai em terra batendo uma de suas mamas graúdas em uma pedra bicuda que ali estava.
Mais a frente, outro sujeito não identificado acompanha duas garotas em direção ao urinol, no meio do caminho uma delas recua e os outros dois se entreolham de forma caliente, rola um beijo fogoso que termina em um amasso envolvente sobre um capo de um carro, porém, não puderam terminar ou mesmo começar qualquer ato, porque a terceira integrante volta a cena e afirma que o carro sofreria danos materiais devido ao peso extra dos dois. Enquanto isso acontecia de um lado do campo, na outra extremidade a festa rolava solta com muita cerveja, safadeza e caipirinha.
Havia como ilha central da festa, um freezer amarelo e enferrujado para armazenar as bebidas, em certo momento, ele começa a ter sua função modificada. Uma das garotas presentes sobe no freezer que ringiu ameaçando partir, e inicia um streap tease nefasto, sem mostrar partes íntimas, ela atira suas roupas ao público e dança de maneira provocante acompanhada de outro indivíduo que permanecia somente de cuecas, uma cueca tamanho XGG com remendos laterais na cor palha, e uma freada marrom terra na parte traseira. Ao lado de tal cena, nas barracas, um ato carnal de penetração uterina estava prestes a acontecer, observo que determinado sujeito após sair de sua barraca pecaminosa inicia seu ato de urinar com o membro ereto, no mesmo instante um carro se aproxima e liga o farol na mesma direção, deixando vislumbrar o micro gelo-cósmico do sujeito, que se esconde imediatamente na barraca de origem.
Instantes depois, três amigos fizeram rodízio de selinhos em uma certa garota da festa, ao mesmo tempo um rapaz observava no escuro uma salamandra negra que saltou do mato serpenteando no meio do grupo de amigos, que por sua vez, reagiram saindo correndo e gritando desesperados no meio do povo. Povo este que fumava semelhante a morcegos e baforavam na face das pessoas um picumã de cigarro enegrecido pela fuligem dos mesmos, que era descrito por Nádia como Nuki-Nuki. Após esta afirmação, Estevan sai desesperadamente atrás das pessoas questionando-as para descobrir qual era a nova marca de cigarro que fazia a alegria de Nádia, porém, ao entrevistar as pessoas Estevan descobre que a marca era Lucky-Strike. Marca descoberta a festa tinha que continuar, e acreditem muita coisa ainda tinha que acontecer...
Ao fim da festa, já eram quase 5 horas da manhã, e alguns fiéis sobreviventes ainda permaneciam lá. Todas as bebidas já haviam acabado e a galera ainda continuava na empolgação. Idiane, Alemão, André (DEDÉ), Angelo, Rita, Estevan, Julian, Huda, Gina, e um ser desconhecido com um pálio branco estacionado na escuridão...lá estávamos nós conversando empolgadamente atrás do carro de Idiane, quando numa feroz arrancada aquele pálio vem na direção de Huda, Julian, Gina e Eu, todos conseguiram se esquivar menos eu, que fui arremessado com uma batida brutal me atirando aos cães, pairei no ar como um saco de batatas içado por uma catapulta, posterior a minha queda triunfal fiquei imóvel e dolorido com a cena. Julian e Huda acabaram acalmando o rapaz que estava desnorteado, ajudando e indicando-o a ir para casa. Angelo ficou triste com a cena e acabou vomitando grandes esguichos dançantes de líquido malcheiroso na grama molhada, a qual já estava úmida com a aragem do dia que amanhecia. Todos se direcionaram a Ângelo para pedir estava tudo bem, em um ataque de fúria Ângelo diz: saiam daqui que eu só QUERO VOMITAR com o DEDÉ, todos ficaram apavorados e saem de perto instantaneamente. Surge então Idiane, que carrega Rita e Angelo em seu gol tunado e os leva para casa juntamente com Alemão.
Restávamos somente Eu, Estevan, Julian, Huda, Dedé e Gina...todos com o sol nascente na cara, então surge a maravilhosa idéia de nos banharmos nas águas turvas e medicinais dos açudes da chácara Gheller, Gina da um mergulho e aparece no outro lado do açude com uma carpa húngara entre os dentes, em questão de segundos ela nadou cerca de 200m atravessando por completo o dimensão do açude. Nos inspiramos em tal cena e nos jogamos dentro do açude mergulhando no esterco fétido que emanava do chiqueiro acoplado ao açude, o dia já estava claro e já eram 7 horas da manhã, então, eis que os sobreviventes da festa decidiram ir para casa, todos caminharam em ritmo de procissão encharcados e malcheirosos até suas casas dando final a festa do ano!
Então Foi este o Melhor Final de Semana da minha vida!! Obrigado Mais uma vez por todos os presentes!!!
Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-Autora: Marina Cavalli
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