Pois bem, lá estava eu passando minhas férias em Ilha Redonda hospedado em um hotel de cultura indígena kaigang, tomando um relaxante banho nas banheiras de água quente em meio a um grupinho de idosos empolgados e risonhos, eu, com minha sunguinha de motivos marítimos de naviozinhos e âncoras já estava com os dedos enrugados e ainda continuava inchado e branco com um suíno. Envolto nas bolhas de água da hidro recebi da minha ‘ajudante’ particular contratada para a temporada o meu IPAD, que continha uma mensagem de convocação ao jantar chiquérrimo de apresentação da grade de programas da emissora Alvorada, na qual teríamos também a inclusão do MatheuSemanal. Fiquei triste com a intimação repentina, pois já havia programado várias atividades de aprendizagem para as minhas férias, tinha me inscrito em um curso de elaboração de chimias e geléias de vários tipos, com duração de 40 horas e com direito a certificado de conclusão, um curso de técnicas de depilação com cera quente artesanal de mel e limão e um tarde lúdica com os índios kaigang da região, os quais fiz muita amizade e sofri muito e chorei na despedida.
Pois bem, me despedi, paguei pelos serviços, e corri para a beira da estrada na esperança de encontrar uma carona, graças a Deus passou uma combi com o grupo de Idosos Florescer da linha Maidana de São Carlos, que me deram carona até o clube dos idosos Tcha La La, ondeandei meio perdido e desorientado e atravessei a ponte que divide os municípios de Águas e São Carlos, caminhando solitário cheio de malas e muambas, sacolas plásticas e caixas de papelão com meus pertences, sempre escondendo meu rosto para não ser reconhecido,ao chegar em Águas, aproveitei para passar no supermercado Dipol e comprar carne moída para a mãe, também fiz umas comprinhas na “Uni Duni Dez” ali do lado, pois estavam fazendo uma liquidação de cuecas da Zorba. Andei mais um tanto fazendo bolhas nos pés, fui apé até a fruteira na saída de Águas e comprei 2 couve-flor e uma cabotchá , sai desnorteado cheio de sacolas e andei até na saída da Linha Gramados parei na lombada para novamente pedir carona, depois de alguns minutos encontrei mais uma alma caridosa que me levou de carona até Caxambu do Sul, como agradecimento lhe ofereci uma parte da carne moída, finalmente eu cheguei em casa empoeirado e morto de canseira, mas sem gastar nada com ônibus.
Já eram quase 3 da tarde e eu tinha que me preparar para o evento noturno, comecei dourando os pêlos louros que não tive tempo de bronzear no sol forte de Ilha Redonda, comprei dois vidros de água oxigenada número trinta e seminu besuntei meu corpinho, deitei na calçada de casa para pegar um sol e introduzi a cueca entre as nádegas para dourar os pelos anais, já estava cozinhando no sol e quase cochilando quando escuto um grito estridente e fantasmagórico de Estevan, assustado me viro pra o lado e vejo Estevan cair lentamente com a face na calçada estatelando seu óculos fundo de garrafa, permaneceu imóvel no chão com os olhos entreabertos e a pele gelada, assustado olhei para a cena e clamei por ajuda, a vizinhança veio em peso e Estevan foi ao hospital. Após horas passadas, eu em casa esperando por notícias, aquela cena dantesca não saia de minha cabeça, Estevan finalmente chega em casa em uma cadeira de rodas é levado para o quarto pelas enfermeiras, que me explicaram que ele sofreu um choque por ter visto uma cena assustadora, engoli a seco e afirmei não imaginar o que ele poderia ter visto (claro que foram minhas nádega brancas ao sol), elas indicaram cuidados médicos a ele, e desde então ele recebe cuidados especiais para sua total recuperação: benzimentos diários, banho de ervas e sal grosso, eletrochoques, colvulsoterapias, exorcismos semanais e unções com óleo santo.
O quadro clínico de Estevan controlado, não demorou e o chofer chegou para me buscar com um Del-Rey dourado tunado com peças cromadas, um carro que aluguei da garagem de relíquias antigas de Herculano Cavalli, entrei no carro com os bancos de couro que ringiam sem parar a cada a curva, acabei tendo meu paletó de cotelê pérola todo empoeirado, com muito sacrifício e um tanto nauseado com balançar do carro chego ao CCC onde o evento aconteceria, claro que pedi para o motorista me deixar lá em cima no portal para que ninguém me visse chegando com o tal veículo, desci meio envergonhado até o salão principal, que estava com o teto rebaixado com folhas de papel pardo e feltro em verde e branco, mesas individuais com um mini rádio cromado de enfeite. E é claro, meu lugar na mesa de autoridades marcando “reservado” com uma cartolina dobrada escrita com canetão verde, então não me preocupei em saber onde iria sentar, já pedi para o garçom uma taça de refrigerante Sarandi sabor laranja para molhar o gargalo.
Lá sentado degustando meu néctar gasoso e alaranjado, percebo que Miriam chega para registrar todos os momentos com suas várias câmeras, eram flashs para todos os lados, direções e ângulos, por conta disso acabei adquirindo um entressol no olho, que segundo o Lói pai da Camila, é curado com algumas gotas de limão. Pois bem, Mirian tinha de esperar as celebridades da festa (Claro que a esta hora eu já estava em off, aguardando minha entrada triunfal, que assisti de imediato assim que Mirian me passou por bluetooth). Todos gritavam enlouquecidos a espera dos astros renomados da rádio entrarem, para iluminar a festa, a primeira a entrar é Pretinha Basso, nossa radialista mais estilosa, toda trabalhada num vestido verde e branco, em homenagem as cores da rádio Alvorada, com uma calda majestosa de três metros de comprimento, que seguia arrastando-se pelo salão e arrancando suspiros e olhares espantados da multidão, ela vinha também com seus longos cabelos encaracolados soltos sobre seus ombros, por entre meio a este cabelo glamuroso, ela ostentava flores do campo naturais, maços de trigo, folhas de samambaia, bocas de leão, gérberas, hortênsia e uma flor de cactos laranja , dando ainda mais vida e majestade a sua figura floral e simpática amada por todos . Junto dela, estava seu esposo, seu filhoe seus compadres Lúcia e Ivo Gheller, que entraram dançantes, fazendo a figuração de uma valsa os dois rodopiaram por todo o salão fazendo o vestido e os cabelos de Lucia esvoaçarem pelo tablado, os dois ainda terminaram o espetáculo com um final espetacular comum salto de balét que arrancou ainda maus aplausos do público presente.
Depois disso foi a minha vez de entrar, por ironia do destino tropeço num fio elétrico das câmeras de Mirian e caio feito um saco de soja no chão. Aí sim já tinha estragado tudo, chegar num Del Rey e ainda cair estatelado na entrada, o que pior tinha de acontecer? Eu estava envergonhado, mas todos me ajudaram a levantar e me pagaram água com gás, praticamente reestabelecidosentei-me frustrado na mesa reservada a mim e observei a entrada triunfal dos outros participantes. Era a hora de ZaidirFilipin entrar, todo trabalhado no figurino Italiano com calças de linho verde e camisa de tactel vermelha, narrando em tom de voz alto cânticos italianos e honrando seu programa matinal nos sábados, depois foi a hora do Martiori entrar de pilcha gaúcha completa, exceto seu tordilho, que sem ter permissão para entrar ficou pastando e dando altos relinchos no campo ao lado aonde acontecia o evento, Martiori também veio fazendo honra seu programa diário sobre o saudoso Rio Grande do Sul.Faltava apenas Tito Paulo entrar, ele entrou de mãos dadas com sua filha. Evélinque por sua vez, ao chegar no centro da pista começou um show de patinação, munida de um patins profissional e artístico ela emocionou a todos arrancando choros e aplausos, sua mãe Mirian é claro, não perdeu nenhum lance, e registrou cada passada da dança de sua filha. Todos os Radialistas já haviam sido apresentados, quando a noite ganha a presença geniosa de Andrei, que se apresenta de terno e gravata, com o cabelo todo lambido para trás com gel, ostentando um sorriso largo decorado com piercings de diamantes nos dentes,correntões de ouro no pescoço e anéis de pedras vermelhas no dedo mindinho, ela vinha desfilando seu sapato de couro de crocodilo distribuindo mensagens de paz e vale brindes da rádio.
Sentamos nas mesas para degustar as entradas, os canapés que começaram a ser servidos, belos arranjos de flores do campo e bambus ornamentavam aquele lindo lugar, pessoas emocionadas e a impressa toda voltada a nós, os apresentadores da rádio. Me achei o máximoe tentei fingir que não estava comendo para não chocar a imprensa com minha fome canina, quando eles se distraíram eu tirei minha cinta modeladora bege da lycra e me senti mais a vontade para encher o bucho, comi tanto que ainda tive que abrir o botão de minha calça, contabilizei os caroços de azeitona que comi e ao ver que o número foi exagerado, comecei a atirá-los no cabelo da madrinha Preta, a fim de escondê-los. O plano deu certo, os caroços se enterravam no cabelo majestoso, aproveitei e joguei alguns besouros nas flores que fazim parte do look assinado por Marc Jacobs, depois fui gentilmente tirar os elementos atirados, pois fiquei meio receoso em ter feito aquilo. Me desculpei e bailamos na pista jogando espumante na face suada das pessoas presentes no local.
Logo em seguida, me juntei a celebridade chapecoense que fazia parte do evento: a cabelereirarenomada Bia Marangoni, que cuidava do meu visual reativando meu babylise nos intervalos das fotos, então começamos a conversar e a solenidade inicia, todo aquele lerolero e depois de 2 horas a solenidade finda. A esta hora eu já estava novamente com fome, a entrada já havia descido e percebo que o jantar seria servido , entrei na fila antes mesmo de ter fila, fui o primeiro, é claro, e esperava com expectativa o rango. No jantar tínhamos muitas delícias requintadas a nossa disposição: salame de porco, cudeguim, morcilha, bolinho de pão frito, revirado de feijão, orelha de porco, sambiqueira de galinha, moela, língua de boi e para sobremesa rosca de glacê com sagu de laranja. Tudo uma delícia, que certamente eu comi até o botão de minha camisa arregaçar.
Logo após o jantar o DJ soltou um som e a festa rolou, porém de outro lado da cidade Bruna, Andreia , Larissa e Lipi ( a costureira do Cattani) já me aguardavam, pois iríamos a um baile na Lª Bela Vista em São Carlos...Solicitei pelo meu Ipad a presença de Larissa para me locomover pela cidade, pois jamais contrataria novamente o DelRey para me levar...Larissa não queria ir ao baile, então logo chantageei a coitada colocando fim na nossa amizade se ela não fosse. As 11:30 já estávamos todos no Planalto para irmos até o ‘baile’, na qual a região se assemelhava a uma cultura aldeã longínqua e remota, um lugar místico e longe da civilização. Entramos no salão e como estávamos bem arrumados, as pessoas só se olhavam e se cutucavam apontando para um colete de couro (ganhado de uma amiga) que o Lipi usava. Ninguém de conhecido e aquela gentarada fedendo sovaco nos rodeavam com olhos estatelados parecendo nos engolir, logo me acostumei com isso etratei de puxar a vaquinha da cerveja... bailinho vai e bailinho vem....Lipi já estava com o cabelo pranchado todo suado, Larrisa queria saber de beber, Bruna e Andreia faziam danças sexys até o chão e logo tiraram o salto e iniciaram um trenzinho pelo salão.
Baile correndo e cada coisa se passava ao nosso redor que nem conseguíamos acreditar que tudo aquilo era real, o Lipireparava em todas as roupas de Andreia e Bruna, e chorava de inveja tentando cortar as roupa delas com um pedaço de navalha que ele carregava no bolso. Frustrado com suas tentativas falhas e já chorando, Lipi arremessa uma lata de cerveja no chão, molhando uma moça que estava ao nosso lado, logo tratei de pedirdesculpas, porém, entremeio a esta desculpa conheci IZAURA, um moça de Saudades muito querida, logo quis saber se ela era a escrava branca, e ela acabou dizendo que não.Enfim, voltamos ao grupo onde terminamos o baile...travados, suados e rindo de todos que passavam.
Nos dirigimos até o carro e rumamos até a grande Caxambu do Sul. E claro, como de costume paramos em Lª Gramados tocar o sino, Bruna saiu esvorotada para tocar o mesmo,se pendurou com toda sua mini-força e deu um badalo, logo tratei de ir tocar também, dei uma puxada que aquele sino parecia que ia iniciar a missa, blémblémblémblém e não parava mais, embarcamos com tudo no carro e partimos para Caxambu. Ao chegar na cidade encontramos Andrei,Anny e Ana sentados na esquina, chegamos junto e comemos todo o fandangos e chocolate deles. Já eram quase 6 horas da manhã, então dei a ideia de irmos até o Mirante no Bairro Antena vero dia amanhecer! Confesso pra vocês, foi uma das coisas mais lindas que já vi, cheguei em casa de cócoras atravessando a rua em silencio, achando que nenhum vizinho estava vendo...no outro dia porém, eu já era comentário em toda a vizinhança....
Autor: Matheus Graboski Casanova
Co-autora: Marina Cavalli
nossa, tava tao legal la no baile (: serio tu dança demaaais *--*
ResponderExcluirhaha obrigado Anny!!!
Excluirola gostaria de algumas informações sobre a cidade de caxambu do sul sera q alguem q esta ai online poderia falar comigu por favor vai esta me prestando um grande favor. pode ser estranho oq pesso mais esto a procura de meu pai q não o veja a mais de 18anos me ajudem por favor. se alguem le este recado pesso encarecidamente q entre em contato comigu agora atraves desse blog me ajudem por favor... Pâmela
ResponderExcluirOlá Pamela.
Excluirm_atheuscasanova@hotmail.com
add lá que a gente conversa!